Pensamentos de Albert Einstein"Não devemos exigir que a ciência nos revele a verdade. Num sentido corrente, a palavra verdade é uma concepção muito vasta e indefinida. Devemos compreender que só podemos visar a descoberta de realidades relativas. Além disso, no pensamento científico existe sempre um elemento poético.A compreensão de uma ciência, assim como apreciar uma boa música, requer em certa medida processos mentais idênticos. A vulgarização da ciência é de grande importância se proceder de uma boa fonte. Ao procurar-se simplificar as coisas não se deve deformá-las. A vulgarização tem de ser fiel ao pensamento inicial. A ciência não pode, é evidente, significar o mesmo para toda a gente. Para nós, a ciência é em si mesma um fim, pois os homens da ciência são espíritos inquisitores. (...) a sociedade torna possível o trabalho dos sábios, alimenta-os. Tem pois o direito de lhes pedir por seu lado uma alimentação digestiva..." "A vida é como jogar uma bola na parede : Se for jogada uma bola azul, ela voltará azul; Se for jogada uma bola verde, ela voltará verde; Se a bola for jogada fraca, ela voltará fraca; Se a bola for jogada com força, ela voltará com força. Por isso, nunca "jogue uma bola na vida" de forma que você não esteja pronto a recebê-la. "A vida não dá nem empresta; não se comove nem se apieda. Tudo quanto ela faz é retribuir e transferir aquilo que nós lhe oferecemos""Existe uma coisa que uma longa existência me ensinou: toda a nossa ciência, comparada à realidade, é primitiva e inocente; e portanto, é o que temos de mais valioso."
"Penso noventa e nove vezes e nada descubro; deixo de pensar, mergulho em profundo silêncio e eis que a verdade se me revela.""A ciência sem religião é manca e religião sem ciência é cega.""De absoluto, só a relatividade.""Tristes tempos os nossos, é mais fácil desintegrar um átomo que um preconceito.""Há duas coisas infinitas; o universo e a tolice dos homens.""O ser humano vivencia a si mesmo, seus pensamentos, como algo separado do resto do universo - numa espécie de ilusão de ótica de sua consciência. E essa ilusão é um tipo de prisão que nos restringe a nossos desejos pessoais, conceitos e ao afeto apenas pelas pessoas mais próximas. Nossa principal tarefa é a de nos livrarmos dessa prisão, ampliando o nosso círculo de compaixão, para que ele abranja todos os seres vivos e toda a natureza em sua beleza. Ninguém conseguirá atingir completamente este objetivo, mas lutar pela sua realização já é por si só parte de nossa liberação e o alicerce de nossa segurança interior"
"Jamais considere seus estudos como uma obrigação, mas como uma oportunidade invejável para aprender a conhecer a influência libertadora da beleza do reino do espírito, para seu próprio prazer pessoal e para proveito da comunidade à qual seu futuro trabalho pertencer.""Ainda acredito na possibilidade de construirmos um modelo da realidade.""A imaginação é mais importante do que o conhecimento."
A história de Albert Einstein
Albert Einstein nasceu em Ulm na Alemanha em 14 de março1879. Naturalizou-se Norte Americano pois durante a II Guerra Mundial não retornaria para Alemanha porque era Judeu. Era uma criança sonhadora, que não apreciava esportes e jogos. Sua infância foi muito difícil devido a vários fatores, entre eles, não conseguir atender as expectativas de seu pai que gostaria que Einstein seguisse seus passos na oficina que possuía. Na escola, muitos professores não acreditavam que pudesse ter sucesso na vida devido a falta de interesse e resultados na maioria das disciplinas, com exceção de matemática que Einstein era extraordinário. Chegou a ser chamados por muitos de retardado mental. Ganhou uma bússola de seu tio, o que chamou muito sua atenção pois o ponteiro aponta sempre para o norte. Muito interessado, procurou estudar o mecanismo que fazia a bússola funcionar. Einsten não chegou a completar todos os estudos necessários, mas conseguiu entrar na Escola Politécnica Federal em Zurique, Suíça. Lia livros de autores como Boltzmann, Helmholtz, Hertz, Kirchhoff, Maxwell, entre outros. Apesar de começar a se destacar, Einstein ainda não tinha conseguido nem um bom emprego. Em 1905 publica a teoria da relatividade restrita que mudou muitos conceitos da física e começa a destacar Einstein para o mundo. Em 1909 recebe o primeiro doutoramento hunores causa, pela Universidade de Genebra. Neste mesmo ano é nomeado Professor Assistente na Universidade de Zurique. Em 1911 o imperador Francis Joseph nomeia Einstein Professor Catedrático na Universidade Karl-Ferdinand, em Praga. Em 1913, Einstein recebe o convite de Planck, em Zurique, para ser membro da Real Academia de Ciências da Prússia, e diretor do departamento de pesquisa do Instituto Kaiser Wilhelm em Berlim. Em 1916, publica o artigo “Fundamentos da teoria da relatividade geral”, que revolucionou o mundo da física. Em 1921 ganha o Prêmio Nobel de física por seus estudos sobre unificação dos campos. Einstein esteve no Brasil em 1919 e alem de outros compromissos observou um eclipse solar em Sobral, no Ceará, onde comprovou sua teoria segundo a qual o campo gravitacional deveria provocar a curvatura da luz. Einstein foi casado com Mileva Maritsch com quem teve três filhos, mas se divorciou. Casou-se depois com sua prima Elsa Löwenthal. Albert Einstein morreu em 18 de abril de 1955 deixando incompleto alguns trabalhos. É um dos maiores cientistas da história da humanidade.
O ano de 2005 é comemorado pela Física por ser o centenário dos 3 trabalhos mais importantes de Albert Einstein, que são : o movimento browniano; o efeito fotoelétrico e a relatividade especial. Esses 3 trabalhos foram feitos em 1905 quando Einstein tinha apenas 26 anos de idade.
Em 1827, o biólogo Robert Brown notou que ao olhar grãos de pólen em água, através de um microscópio, o pólen ziquezagueava por todos os lados. Ele chamou esse movimento em ziguezague de “movimento browniano” em sua homenagem, mas, infelizmente Brown não deu uma explicação para isto. Finalmente em 1905, Einstein trouxe uma explicação para o problema de Brown que era a seguinte: “Todas as coisas em volta de nós são feitas de átomos e moléculas”. A idéia dos átomos existia desde os antigos gregos, o grande químico John Dalton sugeriu que todos as substâncias químicas eram feitas de moléculas pequeninas invisíveis, as quais por sua vez eram compostas de átomos menores ainda. O problema foi que era tudo na teoria, até que Einstein explicou o fenômeno do movimento browniano. Einstein imaginou que o ziguezague dos grãos de pólen no movimento browniano era devido às moléculas de água atingindo os pequenos grãos de pólen. Os grãos de pólen eram visíveis, mas as moléculas de água não. Einstein mostrou também que era possível dizer quantas moléculas atingiam os grãos de pólen e quão rápido elas se moviam, apenas olhando o movimento dos grãos de pólen. Esse trabalho foi importantíssimo porque fez predições acerca das propriedades dos átomos que podiam ser testadas experimentalmente.
Efeito Fotoelétrico
O efeito fotoelétrico é o nome dado á observação de que quando um pedaço de metal é iluminado com luz, uma pequena corrente elétrica flui através do metal. A luz passa sua energia aos elétrons, nos átomos do metal, permitindo a eles se moverem dentro do mesmo, produzindo a corrente. Contudo, nem todas as cores de luz afetam os metais dessa maneira. Não importa quão brilhante uma luz vermelha seja, mesmo assim ela não produzirá nenhuma corrente elétrica em um metal, mas uma luz azul mesmo bem tênue, resultará numa corrente fluindo no metal. O problema com esse resultado intrigante no que concerne a essas duas cores, é que ele não pode ser explicado se a luz é vista do ponto de vista de uma onda. Ondas grandes têm grandes quantidades de energias enquanto ondas pequenas têm pouca. Portanto, se a luz tem um caráter ondulatório, seu brilho afeta a quantidade de energia no sentido de que quanto mais brilhante a luz, maior a onda e mais energia ela terá. Dessa forma, as diferentes cores da luz são definidas pela quantidade de energia que elas possuem. Einstein percebeu que a única maneira de se explicar o efeito fotoelétrico era dizer que a luz, em vez de ser uma onda, como era geralmente aceito até então, é, na verdade, feita de muitos pacotes pequenos de energia chamados fótons que se comportam como partículas. Exemplos de utilização desse efeito fotoelétrico são as portas de elevadores, alarmes de segurança de bancos, segurança de peças de valores em exposições e museus etc.
Teoria da relatividade
Einstein publicou seu artigo sobre a teoria da relatividade especial, segundo o qual nenhum objeto do Universo se distingue por proporcionar um marco de referência absoluto em repouso. A hipótese fundamental em que se baseava era a inexistência do repouso absoluto no Universo, razão pela qual toda partícula ou objeto deve ser descrito mediante uma chamada linha de Universo, que traça sua posição em um contínuo espaço-tempo de quatro dimensões (três espaciais e uma temporal), na qual têm lugar todos os fatos do Universo. Também deduz que o comprimento, a massa e o tempo de um objeto variam com sua velocidade. Assim, a energia cinética do elétron acelerado converte-se em massa, de acordo com a fórmula E=mc2. Em 1915, desenvolveu sua teoria da relatividade geral, na qual considerava objetos que se movem de forma acelerada um em relação ao outro, para explicar contradições aparentes entre as leis da relatividade e a lei da gravitação. A teoria da relatividade especial afirma que uma pessoa, dentro de um veículo fechado, não pode determinar, por meio de nenhum experimento imaginável, se está em repouso ou em movimento uniforme. A da relatividade geral afirma que, se esse veículo é acelerado ou freado, ou se faz uma curva, o seu ocupante não pode assegurar se as forças produzidas se devem à gravidade ou a outras forças de aceleração.
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